Cards visuais simples na linguagem do trabalhador de obra.
Procedimentos operacionais padrão (POPs) geralmente são documentos longos, escritos em linguagem técnica complexa, que ficam arquivados no escritório e nunca chegam às mãos de quem realmente executa a tarefa: o pedreiro, o encanador, o operador. Havia um abismo de comunicação entre a engenharia e o campo.
Para transpor esse abismo, criamos cards de comunicação processual. São instruções visuais, simples e diretas, impressas em material resistente ou acessíveis via celular, que traduzem o procedimento técnico para a linguagem do trabalhador. Menos texto, mais imagem. Menos 'engenheirês', mais 'mão na massa'.
Mais de 200 trabalhadores foram impactados diretamente por essa metodologia. A compreensão das tarefas aumentou, os erros de execução por má interpretação caíram drasticamente e a equipe de campo sentiu-se valorizada ao receber um material feito pensado neles, e não para auditores.
A comunicação eficaz é aquela que chega ao destino. Ao simplificar a mensagem sem perder o rigor técnico, garantimos que o padrão de qualidade desenhado no escritório fosse efetivamente construído no canteiro. O card na mão do peão vale mais do que o manual na estante do engenheiro.
Este case mostra que gestão do conhecimento também é sobre tradução e acessibilidade. Democratizar a informação técnica é o primeiro passo para engajar a equipe operacional e garantir a excelência na ponta da linha.
