Montagem de TR para contratos vivos que premiam a eficiência ao invés de preço.
O modelo tradicional de contratação, focado exclusivamente no menor preço, muitas vezes cria um jogo de soma zero onde contratante e contratado se veem como adversários. A sistematização de contratos colaborativos propõe uma nova lógica: um contrato vivo, que se adapta à realidade da obra e alinha os interesses de ambas as partes em direção à eficiência.
Desenvolvemos Termos de Referência (TR) dinâmicos, onde a remuneração não é fixa, mas variável conforme o desempenho. Ao invés de travar preços unitários que se tornam obsoletos, criamos mecanismos de bônus por performance, prazo e qualidade. O contrato deixa de ser uma amarra burocrática e passa a ser uma ferramenta de gestão.
A aplicação dessa metodologia resultou em uma aceleração significativa no processo de contratação. Como as regras do jogo são claras e justas, a negociação inicial é destravada. Fornecedores qualificados sentem-se mais seguros para participar, sabendo que serão recompensados por sua competência técnica e não apenas por cortar custos a qualquer preço.
Além da velocidade, houve uma redução drástica na burocracia e nos prazos de discussão durante a obra. Quando o contrato prevê mecanismos de ajuste e premiação, as energias que seriam gastas em disputas são redirecionadas para a produção. O foco muda de 'quem vai pagar a conta' para 'como podemos fazer melhor e mais rápido'.
Contratos colaborativos são o futuro da infraestrutura. Eles reconhecem que uma obra é um organismo vivo, sujeito a imprevistos, e que a melhor forma de lidar com a incerteza é através da parceria e da transparência, não da rigidez contratual.
